Mimi, Meri e Espiritocracia

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(Rafael Martins – 2 min)

Ana tem convicção que é preterida, ainda que veladamente, por carregar o estigma de duas minorias: negra e lésbica. Por conta disso, acaba por se portar no escritório de forma mais defensiva, associando os problemas que perduram na sua estação de trabalho aos vieses e, especialmente, preconceitos vindos de colegas e chefes.

A Sra. Soares possui uma trajetória de respeito no escritório de advocacia em que atua. É bem verdade que o inicio fora conturbado e que ela patinou muito tempo sobre uma conduta de reclamação estéril diante de injustiças que ocorriam aos montes. As coisas começaram a mudar quando, usando o seu tempo de folga, fez longa pesquisa acerca de critérios mais claros e objetivos para medir a qualidade e produtividade dos advogados adotados nos maiores escritórios do mundo. A empresa em que atuava topou testar tais metodologias e ficou bem mais constrangedor não conceder o espaço para subir a alguém com a competência técnica da Sra. Soares.

Pode-se dizer que Dona Beatriz já viveu de tudo dentro daquele escritório de advocacia. Os primeiros passos de sua carreira foram numa época em que preconceitos imbecis atrapalhavam pessoas de bem e pessoas altamente competentes. Em seguida, após a inserção de ajustes na gestão daquela firma, ficou mais evidente o valor agregado pela Doutora Beatriz. Já nos últimos tempos, depois de enfrentar grandes casos e derrotas maiores ainda, a sexagenária transmitia um surpreendente semblante de tranquilidade. Quando questionada quanto à incoerência de reagir daquele modo após perder um caso de elevada repercussão, dizia simplesmente: “dei meu máximo, aplicando tudo o que sabia e com o melhor dos propósitos. Sempre que consigo proceder assim fico bem”

Quantas abordagens e interessantes provocações que não daria para se extrair da trajetória da nossa amiga Ana Beatriz Soares?

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