Corrupção. Por que seu filho ainda sofrerá muito com isso?

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(3 minutos) Rafael Martins

Eu escrevi um livro.

Por que escrevi?
Pessoas não compram o que você faz.
Elas compram o porquê você faz.
Simon Sinek

Um dilúvio de balas perdidas, invisíveis, inaudíveis e, por isso mesmo, avassaladoras.
É assim que vejo a corrupção.

E quem segura estas armas nunca esteve tão em evidência na história de D’Bari. Há os snippers no alto dos prédios, a galera com um alvo na testa andando na praça e um terceiro grupo na janela, só observando mesmo. Isso é D’Bari.
Daí todo mundo acaba querendo falar sobre essa pauta, já que, dentro da cultura da gambiarra social, cada um se convence, em velocidade assombrosa, de que é expert em qualquer assunto.
Contudo, com raras exceções, a forma com que a corrupção é tratada nos livros, na mídia, na internet não serve para muita coisa além de propagação de egos, exposição de teorias bem teóricas mesmo, evidenciação de consagrados professores em sua volatilidade interesseira e valorização do lobby de grandes escritórios de advocacia.

Esses são veículos tão criativos na retórica quanto a espécie animal que protagoniza a animação “Rio”, que é sucesso em todo o universo, inclusive em D’Bari.
Fora isso, ainda há a eterna prisão a que os supostos senhores do conhecimento estão algemados, já que têm de externar suas ideias dando a impressão ao leitor de que digitaram suas obras vestindo toga e carregando sempre um olhar soturno, tamanha a formalidade envolvida.
Essa previsibilidade é muito chata. Nem todo mundo é hipocondríaco a ponto de relevar o consumo de livros só como remédio e nunca como sorvete.
Por isso, nessa singela obra escrita em madrugadas em que dispensei o uso de qualquer toga mental, trago não mais do que impressões sobre assuntos técnicos, usualmente distantes da disseminação que merecem e carecem.

Nessa aproximação, ponho a linguagem no seu nível real para tratar de um problema ainda mais real de D’Bari.
É pra todo mundo entender.
Fiz dessa forma porque concluí que os historiadores digitais do futuro ficariam rapidamente entediados, mesmo revisitando um assunto tão relevante, com tudo o que se desvelou com a Operação Beetle Aleijado. Atualmente, nenhum cidadão de D’Bari consegue ler de forma produtiva por mais de meia hora nessa seara – ou se descamba pra politização estéril ou simplesmente arranja algo melhor pra fazer, tipo assistir a Rota do Dinheiro Sujo da Hipnoflix para decifrar a treta do planeta D’Bari.

Por conta disso, queria algo fora do padrão, longe do patrão engravatado, mas não do patrão leitor curioso.

Então resolvi compartilhar uns pensamentos e análises surreais e usar você como cobaia. Vai ser algo mais leve do que os alienígenas de D’Bari costumam fazer. Sempre tem alguém realmente muito prestativo para essas coisas.
Por lá, trata-se de um assunto batido, mas muito debatido e abordado de uma forma quase imbatível, já que não encontrei concorrência que se encaixasse no estilo proposto: sem toga – às vezes de cueca – técnico no limite da paciência – com pitadas de polêmica como tempero – sem temor do erro – inédito. E, ainda, humilde e irônico.
Do tio da padaria ao imortal magistrado. Do blogueiro miçangueiro ao estudante de engenharia. Do concurseiro – no tempo de folga – ao concursado – a qualquer tempo fora do expediente. Do graduando em Direito ao estudante para a prova da OAB (muita gente aqui). Do youtuber ao acadêmico. Do adolescente crítico do mundo ao aposentado que teve que voltar a trabalhar. Todo mundo pode tirar algo de útil das próximas páginas a fim de que tentemos um desfecho diferente do de D’Bari.
Espero que eu tenha dormido um pouco menos para ajudar você a abrir o olho do jeito certo.

Quer saber mais?

Rafael Martins é auditor no TCU, premiado por trabalhos inovadores no combate à corrupção.

É autor do livro “10 contos polêmicos no combate à corrupção“.

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