(2 minutos – Rafael Martins)

Vou começar com uma pergunta. Você provavelmente vai errar a resposta, mesmo com essa dica. [1]

Você vai viajar de avião e transportar umas delicadas taças de vinho. Se sacudir muito é capaz que todas elas cheguem quebradas ou inutilizáveis ao destino final. Daí, você as protege providenciando, além de um envelopamento, a sinalização onde se lê frágil.

O que deveria acontecer com as taças para elas terem propriedades completamente contrárias às conhecidas, no caso de alguém arremessá-las?

Se você pensou em não acontecer nada, pois que as taças chegariam intactas devido a resistência, robustez, resiliência, rigidez, dureza ou qualquer coisa nesse rumo, você pensou rápido demais. Por isso, errou.

Quando eu disse “propriedades completamente contrárias” deixei uma nova dica. Esperava eu como resposta taças de vinho que, depois de chacoalhadas, ficassem melhores, por exemplo, diamantadas só porque foram perturbadas.

Isso é ser antifrágil. Melhorar depois do caos, do problema imprevisível, do imponderável, do cataclisma, do estouro da bolha,  do drama familiar que ninguém viu chegar, da mega treta.

Tem-se assim um tripé de coisas, pessoas, ciências, ideias, profissões que ou pioram com a volatilidade, ou não se alteram ou melhoram. Fragilidade, Robustez e Antifragilidade, respectivamente.

O autor Nassim Taleb, mundialmente conhecido por A Lógica do Cisne Negro, traz de forma autoral essa ideia de Antifragilidade em um parrudo e sarcástico passeio pela História, Medicina, Biologia, Economia, Filosofia, Ciências Sociais, entre outros ramos, em seu penúltimo livro. Tal obra figura no meu top 5 entre os autores vivos.

Levando para o Espiritismo, uma encarnação antifrágil o promoveria a um novo degrau evolutivo por ter se saído melhor dos principais desafios que fazem parte de qualquer experiência na carne. Aquele que blasfema contra Deus diante de uma grave situação estaria para o frágil, ao passo que quem demonstrasse resignação atestaria robustez, resiliência. Se você conseguir ir além disso, será antifrágil, termo para o qual ainda não encontrei um equivalente razoável entre as virtudes mais difundidas. [2]

O próprio Espiritismo demonstrou, pela natureza de suas ideias, ser antifrágil tendo em vista, por exemplo, as consequências do episódio do Auto de Fé de Barcelona. O fogo queimou os papéis fruto da labuta de Kardec, mas fortaleceu os primórdios dessa Filosofia Espiritualista por meio da curiosidade do povo frente ao que então era proibido. Ou indo no embalo do quase sempre inspirado Marco Aurélio: “o fogo se alimenta dos obstáculos”. A Doutrina Espírita ardeu nas mentes questionadoras da época…

Um pensamento agudo de Taleb que se encaixa no ideal de evolução do espírito seria:

Eu preferiria ser ignorante e antifrágil a extremamente inteligente e frágil, em qualquer ocasião.

Pense a respeito. No “ser” espírita há também o “reagir como um espírita”, este quase sempre mais difícil.

Dentro da robustez das Leis Divinas qual o desafio que lhe oportunizará ser antifrágil?

[1] Na verdade, para quem leu o título e identificou a Hydra na figura já foram três dicas.
[2] Claro que alguém pode progredir sendo mais robusto do que era antes frente a determinada circunstância. Não confunda isso com ser antifrágil diante do mesmo problema

Um comentário em “Ser Espírita – uma proposta de Antifragilidade

  1. Cara!O que vai importar daqui a cem ou duzentos anos se fui ignorsnte ou muuuito inteligente,Faz uma regressão ,Em alguma Clinica Renomada de sua confiança,ou busque alguém que já fez em algum lugar idoneo e você vai se SURPREENDRER!AI TE GARANTO FARÁ TODA A DIFERENÇA,SÓ POR CURIOSIDADE OU MESMO DESAFIO ACEITE ÓTIMA SEMANA PRA TI.

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