(2 minutos – Guilherme Costa)

Vivenciar a teoria do espiritismo com a vida normal mundana é talvez o maior desafio dos encarnados. Com nossa pouca compreensão não sabemos até onde podemos ir. Ser do mundo sem ser do mundo. “Trem” difícil, mas que com grande análise e muita vontade sobre a matéria do autoconhecimento podemos encontrar algumas respostas para nossos propósitos na terra. Hoje quero compartilhar um pouco desses pensamentos com vocês.

Para os que não sabem, eu, um dos escritores desse humilde blog, sou atleta paralímpico da seleção de tênis de mesa do Brasil. Comecei no espiritismo aos 18 e na seleção aos 17, mas meus grandes “porquês” brotaram um pouco depois. No início dos dois foi muito extasiante, tudo novo, revolucionário (na minha vida) e leve. Na medida que ia ficando menos superficial e mais sério, fui percebendo que não sabia se buscava mais o espiritismo ou minha profissão, pois que fui percebendo essas duas vertentes como antíteses uma da outra.

Por um lado, pregava a fraternidade, o amor e o compartilhamento com os menos favorecidos no meu centro, no meu trabalho. Já pelo outro lado, eu vivia a competitividade, o vencer sempre (atletas vivem de resultados) e o combate com os outros.

Aquilo me matava. Eu não conseguia ter uma resposta do que deveria fazer. Por vários anos essa dúvida me martirizou, até que cheguei a duas conclusões.

  1. Será que nós, atletas profissionais,  não somos antigos guerreiros de exércitos, quaisquer, que ainda cristalizados em algumas formas de competitividade fomos aproveitados pela espiritualidade superior para utilizarmos nossas qualidades como disciplina, resignação e resiliência ao nosso favor com o esporte? E usar do esporte uma ferramenta de autoconhecimento?
  2. No esporte eu nunca enfrentei ninguém além de mim. Não existe nada de “injusto” em ser atleta, nem contra o espiritismo. Meu maior adversário sempre será Eu mesmo. O adversário que está a minha frente só traz ferramentas para que eu me conheça e faça minhas escolhas. Esse segundo foi libertador.

A partir do momento que deixei de terceirizar meus problemas e complicações tudo fez sentido na minha vida e os resultados apareceram. Não sei se para vocês vai fazer algum sentido minhas epifanias, mas para mim foram de grande valia, um verdadeiro divisor de águas na minha vida.

Só gosto da ideia de compartilhar, porque esse é meu esporte favorito….

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