(2 minutos) Rafael Martins

Imagine o tempo na famosa curva de gauss ou curva normal. Agora pense em avaliar o nível de evolução espiritual ou intelectual nessa curva.

É no mínimo curioso vislumbrar que o Pará estaria a uns cem anos do Vale do Silício, dentro da métrica em que se destaca este último.

Por outro lado, Palmelo (cidadezinha do interior do Goiás que já comentei em outro post) se postaria no mínimo uns trezentos anos além da maioria das metrópoles desenvolvidas que conhecemos, quando o quesito aferido é a espiritualidade.

O mundo tem uma média e uma variância própria. Em outros termos, tem uma faixa em que a maioria das cidades/pessoas se encaixa.

Contudo, imagino que a nossa curva normal seja bastante deitada…O que isso quer dizer? Que passado e futuro se misturam caso você decida colocar alguns filtros específicos na balança. Vamos a alguns exemplos:

Tem lugar que ainda concebe matar na base da pedrada, ou “lapidar”, se você quiser usar um termo mais compatível com as escrituras, pra algo brutal. Procedimento que estaria na média lá na época de Moisés, mas que agora seria a rabeira da nossa curva normal espiritual/cultural.

Também há vários relatos de pessoas que mandaram muito bem. Todos esses vários casos instados na posição de destaque ante a grandiosidade das ações: grandes pacifistas, heróis anônimos de guerra, da paz ou do cotidiano, mães dedicadas de filhos complicados, pobres que desafiam a lógica mundana ante a fé que os sustentam, ricos que não ostentam e multiplicam os talentos em favor dos não ricos, etc.

Essa nata por certo se localiza lá na dianteira da nossa normal. São os remadores, os sprinters da equipe do ciclismo, os coelhos da maratona, os missionários do mundo que caminha para a regeneração.

Do mesmo modo, vendo as coisas que são apenas coisas – mundo material – verifica-se a mesma coexistência de passado e futuro. Num monte de roça se trabalha até a luz do dia. Em vários laboratórios trabalha-se com o plasma. Quantos anos separam essas duas rotinas?

A melhor abordagem talvez seja a que investiga o que faz a média das evoluções moral e intelectual andar mais rápido? Ou então como diminuir a variação de cada curva? Até que ponto uma curva influencia no desempenho da outra? Onde você está em cada curva? E, principalmente, onde já era pra você estar neste momento em cada curva?

Por fim, e atendendo ao propósito desse blog de melhor saber o que não se sabe, fique ciente que a Curva Normal, base de muito da pesquisa científica, é uma centopéia com alguns calcanhares de Aquiles, mas isso é pauta para outro texto.

 

 

 

 

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