Guilherme Costa [4 min] Uma linha tênue. Seguimos nas construções dessa série. Hoje teremos um tema um pouco nervoso. Muita gente troca o fácil pelo trabalhoso, mas não estamos aqui para julgar ninguém. Nossa missão é apenas refletir… Logo, palikukas, aí vamos nós!

Muitas pessoas confundem duas terminologias que são realmente muito próximas: sinceridade com crueldade. Escuto muitas vezes de pessoas impulsivas: – Falei mesmo, ele precisava/merecia isso. Só que pouco se questiona o mérito da ação ou do que fora dito. Ainda temos o hábito de rir em certas situações ou achar que essa grosseria é um ato correto, um ato de hombridade. Me pergunto se o nazareno agrediu alguém com suas palavras de amor. Talvez tenha constrangido vários…

A verdade pode ser proferida com carinho e compaixão. Ainda que ofenda a algumas pessoas, por conta de inúmeras interpretações possíveis, esse ato pode ser uma caridade, uma flor entregue ao invés de pedras. O mestre muitas vezes utilizou de doces historinhas ou de simples perguntas para nos colocar no caminho certo. Algumas vezes sendo firme, mas nunca perdendo o ar de irmão mais velho, doce e gentil, que educa e não que pune.

Temos o hábito de ir engolindo, engolindo, engolindo… até o momento que explodimos e despejamos tudo na situação ou pessoa. Ainda nessas ocasiões, palavras sinceras podem ser palavras leves e doces. Colocar-se no lugar do próximo é fundamental para tal exercício. Vamos começar?

Seu marido sempre faz a mesma coisa que te deixa louca: lava somente a própria louça. Se gritarmos e espernearmos isso só trará mais birra ou foco em outra coisa (raiva por exemplo), acredito que mostrando pra ele a louça suja em determinada situação que ele não lavou, conversando e explicando tudo, as chances de mudança são maiores. Independentemente do número de repetições.

Sou cadeirante, acredito que todos sabem. Tenho vários amigos cadeirantes também. Um deles sempre que vê alguém parado na vaga de deficiente que não o é segue o mesmo protocolo: pergunta se a pessoa é deficiente ou não e depois explica o porque da importância daquela vaga para um deficiente. O constrangimento trazido com a situação atrelado ao conhecimento por enxergar de um ângulo diferente são suficientes para trazer mudança.

Muitos preferem brigar e agredir uns aos outros, porque realmente é muito mais fácil. Muitas vezes fazemos as coisas por não saber ou por não enxergar ou por não ouvir. Tente repetir com o amor que há dentro de você setenta vezes sete vezes em um tom doce quando alguém não ouvir o que você disse. Ser sincero e gritar ofensas as pessoas nada mais é que falta de empatia e falta de compaixão. O desafio começa agora.

Sigamos os passos do nazareno! Vamos palikukas errantes! O tempo é agora! Sou cheio de defeitos e faço um monte de cagadas, mas isso não me impede de continuar tentando!

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