Na dúvida, não ultrapasse. Isso é certo.

Esse raciocínio, certa vez, foi utilizado pra tentar me convencer que essa parada de se comunicar com os espíritos inspiraria dúvidas segundo o texto bíblico. Por isso, melhor seria não tentar nada e deixar isso quieto.

Só que qualquer ultrapassagem envolve vários quesitos de observação obrigatória pelo motorista. Nada mais justo do que, então, discorrer sobre tais itens.

Há bem mais que dois mil anos atrás, Moisés como condutor de todo um povo, assentou do alto da sua moral para nem por a mão na seta: estava proibida a invocação dos mortos. Como fica a Doutrina Espírita, então? Seu próprio nome já seria algo por demais abusado.

Menos mal que não existia Doutrina Espírita nos tempos de Moisés. Também não há vestígios de Moisés voltando à Terra nos últimos dois séculos pra ratificar o seu discurso. Logo, é indispensável normalizar esses dois cenários avaliando como seriam as condições de ultrapassagem por agora…

O que será que mudou?

Atualmente, dentro da Doutrina Espírita (entre vários outros credos), há a comunicabilidade com mortos de tudo quanto é tipo: dos mais ignorantes aos mais sábios, dos mais sofredores aos mais consoladores. Tudo com um propósito justificável. Não é ultrapassagem em uma corrida de kart,  um racha qualquer. Bem diferente disso, trata-se de ultrapassagem em uma ambulância – do ponto de vista espiritual. Assim, ajudar ou ser ajudado é o mote dessa estrada.

Noutros termos. De um lado, carroça, estrada de chão com ex-escravos na direção. De outro, veículo motorizado, ar condicionado, GPS, estrada pavimentada, sinalizada, com alguém que fez testes para poder dirigir, com guardas de trânsito e pardais pra penalizar os infratores. A Lei do Progresso mostra-se inapelável também à própria dúvida. Tudo evolui, inclusive as condições de ultrapassagem. O risco não é nulo. Entretanto, diante da possibilidade do Bem, é certo que devemos tentar. Disso eu não tenho dúvida.  Aproveitando a célebre frase de Martin Luther King – “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons” – uma hora você vai ter que ligar a sua sirene.

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