Quer uma ferramenta diferencial? Aprenda a hackear tudo o que tenha a ver com as suas metas. E não precisa ser um geek da informática para tanto.

CASO 01 – Avaliando o custo benefício em prestar um concurso público

Efetivando várias pesquisas, mas sem precisar ir além da segunda página do Google, Leopoldo* conseguiu levantar várias informações sobre os reais concorrentes a uma vaga de auditor pro TCU. Atribuiu um peso a cada um desses atributos e assim estimou quantas vagas já tinham dono. Se esse número fosse maior que aquele a ser anunciado no iminente edital, ele cairia fora, dado que tinha acabado de passar para um outro concurso muito bom, mas ligeiramente pior que o TCU.

Formou em federal? Tem mestrado? Tem doutorado? Formado há quanto tempo? Aprovado em quais concursos recentemente? Alocando um peso a universidade de formação, ao tempo de formado, ao tema dos eventuais mestrados e doutorados, tão bem como aos concursos aprovados, Léo* conseguiu construir um ranking dos concurseiros de alto nível nos últimos concursos em engenharia que grassavam pelos idos de 2008 no país.

Estimou 58 caras com altíssima chance de aprovação. O concurso foi aberto para 83 vagas. Eles fez a prova e dos 58, mais de 70% se tornaram colegas de trabalho dele no TCU.

Engraçado é que hoje a estatística que o Léo adotou já é algo muito mais sofisticado, além de acessível ao grande público concurseiro. Um exemplo disso é a “Máquina de Aprovação” do Victor Maia – software que, entre outras funções, lhe diz a probabilidade de aprovação face o seu desempenho em simulados.

CASO 02 – Começando na área de stand-up comedy

Fazer os outros rirem é algo muito sutil, muito dependente do timing. É preciso falar a parada inusitada, do jeito adequado e na hora exata.

Sabendo disso, Murilo Gun** usava bares de amigos em Recife pra oferecer gratuitamente seus primeiros shows. Tentava validar seu mínimo produto viável em termos da carreira de comediante.

Gravava o áudio de tudo. Fazia uma análise dos picos de risada e assim foi refinando seu modo de construir os shows de stand-up. Com esse estudo minucioso, descartavam-se prontamente as piadas muito fracas, tentava-se aproveitar aperfeiçoando as piadas com risadas médias e, explorava-se ainda mais as piadas mais fortes. Como ele mesmo diz, “foi muito hardwork”.

CASO 03 – Sendo aluno e professor na mesma instituição

Já era aluno do IPOG (Instituto de Pós-Graduação). Dava aula desde os 14 anos. Estava dando aula no TCU e mirava cursos de pós-graduação como um novo desafio na docência. O próprio IPOG estava na reta. Pouco importa se eu era aluno lá.

Recebi um e-mail marketing do pessoal do IPOG oferecendo uma nova pós com tema totalmente correlato a minha expertise lá pelo TCU.

Criei um outro e-mail, entrei em contato com o povo de vendas manifestando interesse. O que de fato era verdade. Disse que a minha decisão de cursar outra pós dependeria do nível dos professores. Pedi o currículo resumido de cada um deles.

Devassando google, lattes, linkedin e papers técnicos da lista que me foi enviada consegui identificar com grande margem de segurança quais matérias estavam mais favoráveis a minha estratégia e ao meu background.

De um terceiro e-mail entrei em contato com a área pedagógica do IPOG falando que queria o contato do coordenador daquela pós para repassar meu currículo. Não titubearam. Nem eu. O tiro foi certo e, usando da mesma estratégia desse post (para com os alunos da turma) ainda obtive um bônus por conta da avaliação acima de 95%.

CASO 04 – Analisando o mercado de coach

Um dia eu tive informação “privilegiada” sobre contundentes brechas no mercado de coach. Em síntese, uma mina desequilibrada nível “bastam 15 segundos vendo a timeline do facebook” dava lifecoach pra um rodo de gente.

Eu fiquei puto pelas pobres coitadas que pagavam pra serem ajudadas por uma gambiarra mental. Mas pra não ficar só reclamando e cuspindo meus preconceitos em torno desse nicho de atividade eu resolvi estudar.

Fiz um curso e paguei um coach. Pra ser uma métrica confiável foram mais de 10k  e 4 meses nesses dois testes.

Do curso eu pude rastrear o perfil médio da galera (mais de 300 inscritos) que estava se aprimorando pra ser coach. Mulher, psicóloga (ou qualquer outro curso de humanas), entre 25 e 35 anos, curta carreira acadêmica, menos de 5k de renda, solteira e sem nada fora de série pra dizer “tive uma mão ali”.

Pelas postagens da galera do curso dava pra acrescentar outros atributos bem recorrentes: inseguras, aflitas com o emprego atual, bipolares e pouco questionadoras. Nada contra – especialmente porque o curso de coach pode ser inicialmente muito útil pra essa galera com seus próprios problemas – Em suma, só a exceção da exceção tinha algo diferenciado ali. E isso envolvia uns 5% dos inscritos. Naturalmente, tinha mulher nesta última cota que eu estimei rsrsrs. Interessante que essa galera (5%) já era coach há um tempão e devia tá fazendo aquele curso pra garimpar gente e saber se tinha algo de novo…

Não satisfeito, eu testei algumas premissas contratando um coach reconhecido pra me ajudar a se concursado e ter uma atividade profissional de engenheiro simultaneamente. Objetivos esses que eu já tinha alcançado. Só queria saber o que o mercado tinha por um coach top. Fui desarmado e não fiquei nem um pouco impressionado com as perguntas e técnicas que foram adotadas.

Pelo menos eu tive uma evidência prática pra começar minhas atividades de coach. Tenho atleta paraolímpico, empreendedores na área de ensino e móveis especializados, além de concurseiros como meus clientes.

criatividade + bom senso + disciplina + internet = mindset hacker

*Léo é um cara sinistro que tem outro nome e já deixou o TCU.

** O Murilo Gun tem um curso online muito bom. Esse eu recomendo. Chama-se Reaprendizagem Criativa. Já fiz o analytics do perfil médio dos inscritos. Proporcionalmente muito mais pessoas high profile.

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